Liga da Justiça

Liga da Justiça (2017) é um filme simples e direto. A trama é acessível, não é tão intimista, sequer carregada, embora haja um peso demagógico, há um bom equilíbrio entre esse discurso, a comédia e a ação. 

Nada aqui é tão apressado como em O Homem de Aço, nem tão longo quanto em Batman vs Superman. Em síntese, a trama é agradável e tem um bom ritmo. E sim, os personagens funcionam. Além da boa química, eles são extremamente carismáticos. Você se envolve, se importa e se diverte com as tiradas sarcásticas desses. As introduções do Cyborg (Ray Fisher), Flash (Ezra Miller) e Aquaman (Jason Momoa) são ágeis e eficientes dentro da proposta do filme, assim como o epílogo do vilão: Lobo da Estepe. 

O grande problema de Liga da Justiça (JL), no entanto, reside na falsa sensação de ameaça global. O roteiro e o próprio vilão não são funcionais nesse sentido, de ser uma ameaça que enseje de per si em algo tão ameaçador a ponto de formar uma equipe de Meta-humanos para derrotá-lo. Há basicamente duas menções de que algo estranho está acontecendo no mundo, uma é quando as Amazonas mandam um sinal ao mundo exterior à Diana, e esse acontecimento passa num noticiário; a outra é de uma rasa investigação de Jim Gordon (J. K. Simmons) sobre criaturas em Gothan City: os parademônios (tão eficientes quanto uma tropa de Stormtroopers). Em suma, essa "ameaça" fica restringida a uma família na Rússia, perto de uma usina nuclear desativada, e aos próprios heróis, que temem o plano apocalíptico do Lobo da Estepe. 

Há outros problemas percebidos, como cenas de lutas picotadas e alguns cortes perceptíveis na trama, porém esses não foram suficiente a ponto de ofuscar o desenrolar da agradável aventura. Liga da Justiça funciona, empolga, arrepia e diverte. E o final (que é a segunda cena pós-créditos, já que a primeira é um fã service), abre um leque de oportunidades interessante ao Universo Estendido DC (DCEU). Liga da Justiça não está no rol das melhores adaptações de heróis às telonas, sequer é o melhor filme do DCEU, mas agrada.

★ ★ ★ ☆ ☆

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