Alien: Covenant
Problemático, mas ainda interessante
Alien:
Coventant é a prova da competência do veterano Ridley Scott. Ele é
o cara do gênero ficção. Sabe criar, como poucos, uma ambientação
eficiente. O planeta em que o filme se passa é obscuro, perigoso e
gótico; um paraíso inexplorado. E isso transcende, tornando a
experiência bastante imersiva, mas com ressalvas.
A
sequência do prelúdio é imponente no visual, mas impotente
em seu roteiro. E isso reflete diretamente e negativamente, mas
não exclusivamente, nos personagens, por conseguinte nos atores que,
pobres coitados, não têm o que fazer. Sobra suor, mas falta
carisma.
Os
personagens são desinteressantes, vazios. O grau de importância que
têm na trama são pífios, se importar com eles então, torna-se uma
árdua tarefa. Como dito anteriormente, o planeta é
intimidante e misterioso, prevalece o suspense, sendo possível
até se intimidar com aquele ambiente tão real e palpável, mas
dificilmente você irá se importar com as pessoas que estão
ali, vivenciando tudo aquilo. E isso num filme que se propõe em
colocar a grande maioria de seus personagens em situações hostis, é
um baita defeito do roteiro.
Falando
em hostilidade, o gore reina em Covenant. No entanto, há uma
exceção, e essa fica por conta do momento trash, ou pastelão
mesmo, quando da primeira aparição da criatura, e percebemos uma
tripulante toda atrapalhada e histriônica (risível na mesma
proporção daquela cena em que, Ryuk, aparece pela primeira vez ao
Light, na adaptação americana de Death Note).
O
roteiro é falho não só no que tange aos personagens, mas também
nas situações que decorrem da metade até o final do filme — é
tudo muito previsível. E o plot de Prometheus? Pois bem, aqui
eles desenvolvem, mas parecem não estar muito dispostos a
aprofundar nisso. Nos é jogado, do nada, uma cena que
ocorrera logo após o final de Prometheus. Foi abrupta, preguiçosa e
simplória demais.
Contudo,
como esta nova trilogia trata-se de um prelúdio de Alien (1979),
fica claro a real intenção de Ridley Scott, que é explicar a
origem dos Aliens, e não dos humanos, mesmo que esse questionamento
tenha tido grande peso na trama de Prometheus, e também esteja
presente em Covenant, de maneira mais sutil. Tanto é que a intro já
nos deixa isso claro, no antagonismo de criador e criação:
o foco reside no homem e a máquina - implícito no primeiro filme -,
e não mais entre o homem e a crença/divindade - que também está
presente aqui, e a referência ao Beijo de Judas não deixa mentir.
Alien:
Covenant funciona muito bem dentro de um mesmo universo, mas se
observado isoladamente, tem problemas técnicos e segue a mesma
estrutura dos dois primeiros filmes da saga. Não obstante, não
inculcar na mesma proporção e peso o questionamento que se
propusera no primeiro filme dessa trilogia prelúdio, acaba sendo
decepcionante. Contudo, apesar desses problemas, Alien: Covenant
agrada. Agrada pelo bom ritmo, pelo visual e atmosfera, mas peca
por não aprofundar bem seus personagens e por trilhar algumas
soluções de roteiro simplórias e previsíveis. O plot para a
conclusão da trilogia é interessante, e faço questão de conferir.
Alien:
Coventant é a prova da competência do veterano Ridley Scott. Ele é
o cara do gênero ficção. Sabe criar, como poucos, uma ambientação
eficiente. O planeta em que o filme se passa é obscuro, perigoso e
gótico; um paraíso inexplorado. E isso transcende, tornando a
experiência bastante imersiva, mas com ressalvas.
A sequência do prelúdio é imponente no visual, mas impotente em seu roteiro. E isso reflete diretamente e negativamente, mas não exclusivamente, nos personagens, por conseguinte nos atores que, pobres coitados, não têm o que fazer. Sobra suor, mas falta carisma.
Os
personagens são desinteressantes, vazios. O grau de importância que
têm na trama são pífios, se importar com eles então, torna-se uma
árdua tarefa. Como dito anteriormente, o planeta é
intimidante e misterioso, prevalece o suspense, sendo possível
até se intimidar com aquele ambiente tão real e palpável, mas
dificilmente você irá se importar com as pessoas que estão
ali, vivenciando tudo aquilo. E isso num filme que se propõe em
colocar a grande maioria de seus personagens em situações hostis, é
um baita defeito do roteiro.
Falando
em hostilidade, o gore reina em Covenant. No entanto, há uma
exceção, e essa fica por conta do momento trash, ou pastelão
mesmo, quando da primeira aparição da criatura, e percebemos uma
tripulante toda atrapalhada e histriônica (risível na mesma
proporção daquela cena em que, Ryuk, aparece pela primeira vez ao
Light, na adaptação americana de Death Note).
O
roteiro é falho não só no que tange aos personagens, mas também
nas situações que decorrem da metade até o final do filme — é
tudo muito previsível. E o plot de Prometheus? Pois bem, aqui
eles desenvolvem, mas parecem não estar muito dispostos a
aprofundar nisso. Nos é jogado, do nada, uma cena que
ocorrera logo após o final de Prometheus. Foi abrupta, preguiçosa e
simplória demais.
Contudo,
como esta nova trilogia trata-se de um prelúdio de Alien (1979),
fica claro a real intenção de Ridley Scott, que é explicar a
origem dos Aliens, e não dos humanos, mesmo que esse questionamento
tenha tido grande peso na trama de Prometheus, e também esteja
presente em Covenant, de maneira mais sutil. Tanto é que a intro já
nos deixa isso claro, no antagonismo de criador e criação:
o foco reside no homem e a máquina - implícito no primeiro filme -,
e não mais entre o homem e a crença/divindade - que também está
presente aqui, e a referência ao Beijo de Judas não deixa mentir.
Alien:
Covenant funciona muito bem dentro de um mesmo universo, mas se
observado isoladamente, tem problemas técnicos e segue a mesma
estrutura dos dois primeiros filmes da saga. Não obstante, não
inculcar na mesma proporção e peso o questionamento que se
propusera no primeiro filme dessa trilogia prelúdio, acaba sendo
decepcionante. Contudo, apesar desses problemas, Alien: Covenant
agrada. Agrada pelo bom ritmo, pelo visual e atmosfera, mas peca
por não aprofundar bem seus personagens e por trilhar algumas
soluções de roteiro simplórias e previsíveis. O plot para a
conclusão da trilogia é interessante, e faço questão de conferir.
★ ★ ★
Por Lautner Angelov

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